Militante MST asasinado por loitar contra os OMX
Amarante/MST   
Venres, 26 de Outubro do 2007

 Un militante do MST e Vía Campesina foi asasinado a mans de pistoleiros cando ocupaba con outros/as compañeiros/as un terreo da transnacional Syngenta, que se adica á produción e experimentación de sementes transxénicas.

O pasado domingo 21 de Outubro, un grupo de campesiños/as entraron na área que utiliza esta empresa para a experimentación con prantas transxénicas no estado do Paraná (Brasil. Unhas horas despois chegaba un autobús con aproximadamente 40 pistoleiros que comezaron a disparar. O resultado dese tiroteo foi a morte de Valmir Mota "Keno" e cinco feridos máis, unha delas, Isabel do Nascimento, aínda en estado grave.

O motivo desta ocupación foi o de denunciar o cultivo ilegal de transxénicos. Este terreo fora expropiado a Syngenta polo estado de Paraná, por incumprir a lexislación que prohíbe a experimentación con prantas transxénicas en áreas próximas a reservas forestais. Despois da expropiación pretendíase transformala nun centro de probas en agroecoloxía, pero unha decisión da xustiza anulou a expropiación, polo que as familias acampadas nesas terras tiveron que saír para deixar paso de novo ás actividades da empresa.

A transnacional Syngenta é o resultado da fusión doutras dúas grandes empresas. Nunha das súas páxinas web www.syngentaseed.es, pódese ler:

"Syngenta, empresa constituída a partir de la capacidad técnica y la solidez de dos innovadoras de la industria, Novartis y Zeneca."

Unha vez máis, o agronegocio demostra que é capaz de calquera cousa para ter o control dos nosos alimentos. Podedes enviar os vosos correos de apoio, tanto de xeito individual como de colectivos, ó enderezo de correo electrónico Este enderezo de correo-e est protexido contra spam bots, necesitas ter o Javascript activado para podelo ver

Para máis información só tedes que entrar na web do MST

Movimentos Sociais do Paraná pedem que a Syngenta saia do Brasil

Os movimentos sociais do Paraná em nota pública afirmam que se “não bastasse a Syngenta associar o seu nome a crimes ambientais no Estado, associa agora o seu nome de forma definitiva ao sangue derramado de um trabalhador rural”. A nota acrescenta: “Houvesse um mínimo de respeito à sociedade brasileira, a Syngenta retirar-se-ia do território nacional”.

A truculência do latifúndio associado ao agronegócio transnacional fez mais uma vítima no Estado do Paraná. No dia 21 de outubro, o trabalhador rural Valmir Mota de Oliveira, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina foi executado à queima roupa na área de experimentos da multinacional Syngenta Seeds em Santa Tereza do Oeste (PR).

O movimento social do Paraná responsabiliza a multinacional Syngenta, a Sociedade Rural da Região Oeste (SRO) e o Movimento dos Produtores Rurais (MPR) da região pela execução Valmir Mota e pelo terror que vem espalhando na região contra os trabalhadores e trabalhadoras rurais.

Essas organizações têm responsáveis com nome, sobrenome e, endereço. Esperamos, confiamos, e exigimos que se faça justiça. É chegada a hora de dar um basta a truculência das oligarquias rurais do Estado do Paraná que se armam e organizam milícias privadas para aterrorizar o movimento social.

Três dias antes do assassinato do militante da Via Campesina, várias de nossas organizações participaram de uma Audiência Pública junto a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (CDHM). Na oportunidade se denunciou que o latifúndio e o agronegócio estavam contratando seguranças e organizando milícias privadas para promover o despejo dos militantes que ocupam a áreas improdutivas do Paraná.

A morte de Valmir Mota estava anunciada. O presidente da Sociedade Rural do Oeste, Alessandro Meneghel, reiteradas vezes declarou à imprensa e publicamente que os próprios ruralistas iriam retirar os sem-terra das propriedades. O movimento social paranaense exige a imediata prisão do presidente da Sociedade Rural por julgar que o mesmo representa uma ameaça à integridade física dos trabalhadores e trabalhadoras organizados no MST, na Via Campesina e em outros movimentos.

Registramos ainda que a ocupação da área de testes da Syngenta –realizada em março de 2006– foi motivada por denúncia do Ibama. Constatou-se na época que os experimentos com plantação de milho e soja transgênicos não respeitavam a distância mínima de 10 km da chamada Zona de Amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu - um dos últimos redutos da biodiversidade na América do Sul.

A ocupação tornou os crimes ambientais da transnacional conhecidos em todo o mundo. Não bastasse a Syngenta associar o seu nome a crimes ambientais no Estado, associa agora o seu nome de forma definitiva ao sangue derramado de um trabalhador rural. Houvesse um mínimo de respeito à sociedade brasileira, a Syngenta retirar-se-ia do território nacional.

Os movimentos sociais do Paraná pedem uma apuração independente, rigorosa e transparente. Exigimos ainda exemplar punição aos mandantes –Syngenta, Sociedade Rural da Região Oeste (SRO) e o Movimento dos Produtores Rurais (MPR) da região– pela violência injustificável perpetrada contra os trabalhadores e as trabalhadoras rurais e a proteção dos demais trabalhadores e trabalhadoras ameaçados pelo latifúndio e o agronegócio na região.

Justiça e o fim da impunidade é o mínimo que a sociedade paranaense aguarda.

ASSEMBLEIA POPULAR-PR; CUT-PR CENTRAL UNICA DOS TRABALHADORES; CEPAT - CENTRO DE PESQUISA E APOIO AOS TRABALHADORES; CEFURIA - CENTRO DE FORMAÇÃO IRMA ARAUJO; CONSULTA POPULAR – PR; APP- SINDICATO; SINDICATO DOS BANCARIOS DE CURTIBA E REGIÃO METROPOLITANA; SINDSAUDE; SISMMAC; SISMUC; SINDSEAB; SINDIQUIMICA; SINTCOM ; SITRAVEST; SINDJUS; MANDATO PROF. JOSETE; GRUPO NUSPARTUS; MARCHA MUNDIAL DE MULHERES; CENTRO DE FORMAÇÃO MILTON SANTOS-LORENZO MILANI; CASA DO TABALHADOR; PT - DIRETORIO MUNICIPAL DE CURITIBA; UNB - UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES; PCdoB - DIRETORIO ESTADUAL 
 
< Ant.   Seg. >