| Governo de Honduras decide ingressar na ALBA |
| Minga Informativa de Movimentos Sociais | |
| Mrcores, 27 de Agosto do 2008 | |
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Com decisão, ALBA já conta com a adesão de Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua e, agora, Honduras. Acordo beneficiará Honduras com capitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Agrícola, com 100 milhões de dólares para financiar agricultura camponesa, artesãos e pequenos comerciantes, e erradicação do analfabetismo no país em 14 meses, por meio do método cubano de alfabetização. Honduras firmou sua adesão à Alternativa Bolivariana das Américas (ALBA), em um ato que contou com a presença de representantes dos países que integram a iniciativa de integração regional: Carlos Laje, vice-presidente de Cuba; Hugo Chávez, presidente da Venezuela; Evo Morales, presidente da Bolívia; e Daniel Ortega, presidente da Nicarágua. Também participaram um delegado do governo da República Dominicana, delegados de países observadores da ALBA, funcionários do governo hondurenho e cerca de 100 mil pessoas, entre eles indígenas, trabalhadores, afrodescendentes, jovens, movimento sociais e uma delegação das organizações que integram a Via Campesina na América Central. Durante o ato, os líderes políticos destacaram os benefícios da ALBA tanto em seus países como na região centro-americana e Caribe. Carlos Lage disse que Cuba incrementou sua produção agrícola e a produção energética. Daniel Ortega, por sua vez, destacou que, na Nicarágua, diminuíram os racionamentos de energia elétrica e que milhares de camponeses estão sendo beneficiados com programas da ALBA. Já Evo Morales mencionou a redução do analfabetismo e a recuperação dos recursos naturais a favor do povo boliviano. O presidente Hugo Chávez afirmou que a Venezuela está crescendo economicamente e vem trabalhando para aumentar sua produção de alimentos de forma a garantir a soberania alimentar do país. Em nível regional e para benefício de todos os povos dos países que integram a ALBA foram criadas empresas nacionais como o Banco de ALBA, Petrocaribe, Petroalimentos e Telesur, além de iniciativas como o programa de alfabetização com o método cubano “Sim, eu posso”, a Missão Milagro e a construção de uma refinaria na América Central. O presidente de Honduras destacou, em sua intervenção, alguns aspectos de caráter político, econômico e social como seu apoio à eliminação do bloqueio econômico a Cuba e à revolução cubana. Afirmou que Honduras não precisa pedir permissão ao império para subscrever acordos. “Os empresários tem o direito de defender seus interesses, mas devem compartilhar os lucros com os trabalhadores, permitindo aos que foram excluídos tornarem-se sujeitos ativos na economia nacional. Isso porque Honduras necessita de mudanças estruturais para seu desenvolvimento econômico”, enfatizou Zelaya. O presidente de Honduras informou a população sobre alguns dos aspectos contidos no convênio firmado, tais como: capitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Agrícola (Banadesa), com 100 milhões de dólares para financiamentos a camponeses, artesãos e pequenos comerciantes, que não têm acesso aos bancos privados; doação de 100 tratores para apoiar a produção campesina e aumentar a produtividade no campo; a ampliação das brigadas médicas cubanas e educativas para declarar, nos próximos 14 meses, que Honduras é livre de analfabetismo. Além disso, ao ingressar na ALBA, Honduras se beneficiará dos programas de independência energética, programas de comunicação com potencialização do canal de televisão nacional hondurenho (canal 8) com programas educativos e culturais. Tradução: Marco Aurélio Weissheimer |
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