Iniciativa pola Soberania Alimentar dos Pobos
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FugaEmRede

Que tentamos ser?

FugaEmRede pretende ser um colectivo que, desde e para os movimentos galegos, faga de singular nexo entre as luitas que tenhem sucesso a escala global e a realidade social da Galiza. Com este intuito, tratamos de dinamiçar a informaçom e as actividades que estimulem a pedagogía política, que difundam os jeitos de construçom comunitaria que estám a desenrrolar-se além do nosso territorio. Palestras, acçons, concienciaçom e difussom das rebeldías globais na Galiza.

Além, pretendemos abrir espaços de intercambio onde activistas e pessoas em geral do nosso marco social poidam conheçer in situ as realidades políticas que entendemos interesantes polo seu signo e percorrido político. Chiapas e as comunidades zapatistas, Oaxaca, Nicaragua e as súas comunidades autónomas, a resistencia contra o muro e a ocupaçom na Palestina Histórica, Argentina e os movimentos Mapuche e de fábricas recuperadas, o MST e tantos outros som espaços de actuaçom dos grupos de FugaEmRede nos que qualquera pode participar.

Tratamos também de potenciar a interrelaçom com as realidades análogas na Europa. Centros Sociais autogeridos e espaços de autonomía som porem, particulares focos de atençom e trabalho para nós.

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Que somos?

.- Fuga, do latím fuga: abandono inesperado do ambiente habitual, momento de maior força ou intensidade de umha acçom, dum ejerciço, etc.

.- Em, do latím in. Denota situaçom de tránsito

.-Rede, do latím rete. Conjunto de elementos organizados para determinado fim.

Com este nome de FugaEmRede damos saida a um projecto embrionario que nasce desde o desejo de um conjunto aberto de pessoas que entendem a acçom política nos días que correm como um todo interconectado numha sorte de mecanismos violentos que tam so podem ser superados desde a interacçom global de grupos e pessoas que desde a máis radical cosmovissom articulam redes aquí e alá na búsqueda de deixar a um lado o oscuro engranagem capitalístico.

A eleiçom das palavras fuga e rede unidas a nom circunstancial participaçom da preposiçom em albiscam umha outra realidade a superar. Recuperar as nossas proprias vidas como sujeitos rebeldes e autoorganizados. Porém, como antes aclaramos, como galegxs nom podemos entender a nossa liberaçom singular e individual ou colectiva sem olhar para outras realidades que nos rodeam e acabam por determinar. Por isso eligimos hoje começar a organizar esta modesta rede desde nós cara a espaços onde umha multiple variedade de compas organizam-se entorno as luitas concretas. A revoluçons diárias. Arriscamos a nossa definiçom política cara a um experimento com funcionamento  cooperativo onde plantejamos a necesidade de conhecer e interactuar em outras luitas além das nossas, com o objetivo de relanzar ambas. Pero nom podemos ser ingenuxs. Se umha premisa tivera que ser escolhida como a prioritaria para este iniciatico colectivo essa é sem dúvida a de criar movimento no nosso entorno máis próximo ao través do sumergir máis radical nas luitas autonomas que se dam em outras partes do planeta (desde a nossa primeira experiencia `A Historia. Resistimos e criamos: 0.1 Palestina, na que nos embarcamos por primeira vez em setembro do 2006).

Polo tanto, desde ja, entendemos este novo projecto colectivo como algo chamado a crescer em funçom das necesidades dxs que nos rodeam e acabam por substantivar. Compas dos Centros Sociais galegos, pessoas interesadas em politiçar a súa vida, os seus desejos e luitas, a súa existencia. Entendemos também este projecto como algo chamado a fortaleçer a praxe e a teoría do movimento aquí e alá das fronteiras impostas.

Entendemos por último, este experimento ainda em proba como umha interessante medida para fazer medrar a nossa inteligencia política colectiva. Multiplicar as maos e os olhos que desde hoje até o manha formulam as luitas socias na Galiza e no globo que nos rodea, rompendo o lodo de indiferência que nos sumerge desde umha pedagogía activista completamete afastada do turísmo político, e desejante de constituir acçom solidaria radical em movimento.

O Capital e as súas banais imposiçons determinam hoje a nossa existencia. Proponhemos o trabalho em rede. Como no máis árido dos desertos o capital homogeneiça as culturas e blanqueia as nossas luitas. Como o acçom de entre o lusco e fusco nós em rede pretendemos contribuir a ser o frío que se filtra e o calor que escapa rachando dumha vez por todas a pedra negra do Capital.

Aclaramos, por último que esta viagem à Palestina Histórica pretende ser o inicio de um caminhar preguntando que vaia levando projectos e pessoas interesadas e espaços políticos onde a Autonomía em construcçom determina o presente e construe o futuro. Chiapas e as comunidades em Rebeldía, Argentina e o seu movimento de Fábricas Recuperadas ou o aquí versado experimento entre as linhas da opressom na Palestina Histórica passam por ser tres das caras de umha poligonal realidade. A de quem alberga o odio dxs que sufrem, o amor dxs que luitam, a verdade dxs que caminham, a alegría e o desejo dxs que actúa